sábado, 16 de outubro de 2010

você

estava eu, em cima de uma arvore olhando o mar que se estendia pelo horizonte; pensando no dia em que você me notaria, e eu pensei que este dia havia chegado no dia em que nos entrelaçamos; e nos doamos um ao outro; doce e pura ilusão, nunca te tive assim como nunca quis me ter, era carne era medo, era apelo, erámos nós; erámos dois...
estou bem; você me fortaleceu, você soube me levar; eu apenas projeto algo que nunca dá certo; eu busco eu corro, mas vale apena? eu posso ser feliz? eu posso ter alguém pra chamar de meu?
eu saio da arvore, eu corro pelos campos perto do mar eu olho da ribanceira eu quero jogar-me eu olho do alto, a contemplação de um ser, a autonomia de meu viver a depressão de meu ser o tempo que já passou o tempo que ainda passará, meus olhos marejam meu sorriso agora está torto, eu não sei mentir; eu ainda não te perdoei, eu ainda amo você; estou ficando velha; não tenho filhos ou marido, nem mesmo um bom lar; eu vivo na rua onde posso me encontrar, meu eu não se atualiza, vivo em constante regresso, meu mundo caiu, nas ruínas  do teu pesar não desejo tua volta; só um dia te esquecer.
como você nunca amei ninguém, por você nunca mais o farei, penso em você quando deito quando acordo e quando finjo não me importar com você; nunca soube lhe dizer o que era necessário; nunca pude lhe dizer um adeus...
eu volto pra casa eu quero dormir, dê-me o remédio que me dará a alforria, dê-me o necessário para morrer em um dia... dê-me a paz que eu ainda não achei, me dê o descanso que eu mereço por favor...
seja bonzinho e me deixe em vantagem com você...
eu chego em casa e deito em minha cama, você nunca estará mais lá, vou para o banheiro onde me tranco pra chorar, volto ao quarto soluço bastante até o sono me pegar...

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