sexta-feira, 25 de março de 2011

Ela

...E ela chorou...
como uma menina despedaçada como uma infeliz viúva; como quem tem uma dor de estômago, deitada no chão com seus braços fazendo um envoltório em suas pernas juntas ao estômago, como em posição fetal...
Sua histeria foi tamanha ao ponto de chiar ao rir, engolindo o ar como se disso dependesse o resto de sua vida, tragadas de um cigarro imaginário, ela não sorria assim em anos...
ela era feliz em sua dor...
Ela era mais forte do que acreditou, ela era no final vontade e do mundo uma representação...
Sozinha ou não ela vive, ela caminha na trilha impetuosa da vida...
Seus próprio anseios, já não a aterrorizava mais! então por que o desespero?
simplesmente não sabia ela apenas se pôs novamente a chorar...

quarta-feira, 16 de março de 2011

minha pedra

Depois de tanto refletir, de tanto me tolher...
depois de muito desistir
vazia eu me encontro
diante de uma pedra, da qual não posso tirar de meu caminho;
ou posso?
você tiraria uma pedra preciosa de seu caminho por que o impede de passar?
sabendo que já tiveste prazer em vê-la ou em tê-la?
não eu não a quero tirar
não eu não a quero fora de meu caminho; eu a amo, eu a odeio
sinto-me burra, desprezível, inata, incapacitada...
doente, angustiada
sinto-me ainda infeliz...