domingo, 11 de março de 2012

Você

Apareceste tão de si,
Tão teu, nada meu...
cheio de valores, cheio de alma
tuas ideias gestos e de tudo
Feições, não apenas, mas o conjunto
Roubaste-me a inocência
Presenteaste-me  com a culpa
A mácula, o peso na consciência
Não és meu, assim como não fui tua...
Foi tudo um lapso?
Pra ti não sei, para mim o que?
Uma escolha um caminho
do qual ainda não consigo voltar; preciso?
Diga-me mostre-me, estou perdida
Teu beijo, sim, o beijo;
Mudou-me por dentro, deu-me algo
Algo do qual ainda não sei falar
Do qual nem ao menos possuo palavras
Roubaste-me um beijo, uma noite inteira com ele...

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