sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sai, vai saindo vai andando, corre vai caminhando...

Sai, vai saindo vai andando, corre vai caminhando...
Mas olha aqui antes de ir, e avalia bem o que deixas a partir daqui,
Sim o que deixas para trás sempre será um pouco de ti...
Assim como sempre levarás um pouco de mim...
Sai, vai saindo vai andando, corre vai caminhando...
Mas presta atenção por favor, ao ires não terás regresso;
Escuta-me apenas esta vez, ao partires, deixarás amor...
Perderás promessas, esperança, afeto, carinho cuidado...
Sai, vai saindo vai andando, corre vai caminhando...
Mas reflete o que vais largar aqui; um coração partido e um sonho meu...
Uma pessoa quebrada, um amor puro, um cuidado amigo, um sentimento teu...
Sai, vai saindo vai andando, corre vai caminhando...
Mas penas bem antes de ir, pois esquecerás aqui uma história...
Deixarás pra trás teus dias de glória...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Promessa


Prometi a meu coração uma pausa, um descanso um sossego...
Mas o que posso dizer desse desassossego em que o enviei
Das dores que o afligi, das lágrimas derramadas, dos sentimentos não pagos!
Sim! Daqueles não recíprocos, das noites que pensei em ti, mas que não pensasses em mim...
Dos pesares que carreguei por te amar...
Sofri mais do que fui amada, amei mais do que podia...
E paguei o preço alto, da via sacra que escolhi percorrer...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Bree parte II

CAPÍTULO UM - O DIA DA MUDANÇA

Acordei mais uma noite sozinha, sentada na cama em mais um grito silencioso, tudo o que consigo lembrar é de meu último sonho, o dia do acidente; tudo bem, eu não sou do tipo melodramática e isso aconteceu a anos atrás, quero dizer uma década e meia, sou adulta agora, olho para meu despertador o criado mudo ao lado da minha cama e faço minha primeira nota mental do dia "arrumar algo mais bonito pra por no vaso" afinal as flores já estavam murchas há dias...
Eu não sou A dona de casa exemplar eu sei, mas com o tempo que tenho é o máximo que consigo fazer a pra meu mérito o apê é bem pequeno então não me demanda muito tempo... Confiro novamente a hora, preciso correr se quiser chegar em meu plantão a tempo, levanto-me da cama e corro para o banheiro e tomo uma ducha, minha companheira de apê a Megg é uma linda ex gata de rua que acolho comigo há uns 5 anos, deixo sua tigela cheia e visto minha roupa de corrida, tenho vinte minutos pra correr hoje antes de partir para mais um plantão no Hospital Municipal, na ala psiquiátrica, estar perto de meus pacientes faz com que me sinta menos louca, menos sozinha até mesmo menos triste, sei que deve ser horrível pensar assim, mas ora é como eu realmente me sinto...
Chegando a Hospital confiro e vejo que será mais um dia calmo, uma de minhas pacientes mais antigas terá alta hoje, Clarice é uma mulher de 46 anos que teve sua vida toda retorcida após uma crise mental onde matou seus filhos e marido, ela teve de conviver com a dor e o arrependimento presa em um hospital por 3 anos hoje será seu primeiro dia livre então vou direto a seu quarto...
- Dra. White, hoje finalmente eu vou para casa? Isto é verdade?
Eu respondo - Sim Clarice, isto não é uma boa noticia?
- Seria se eu tivesse familiares e amigos para me receber, hoje? sou só um peso morto para irmãos e primos que nem vão se dar ao trabalho de me buscar...
Recebi aquele comentário com um aprofunda tristeza e terminei que no fim do dia eu mesma a fui deixar em casa, era um bairro simples com casas pequenas, mas muito aconchegante, depois que a deixei na porta e fui dar a meia volta para o carro, ela se vira com a face estranha e diz: - Você ainda vai perceber que sua vida tem um propósito bem maior que esse...
Confusa com essa cena eu entrei o carro e fui direto para casa, na entrada checo minha caixa de correio e vi que tinha uma entrega para mim, ok eu não encomendei nada... Subi para meu apartamento no 6 andar... Entrei larguei as chaves e a bolsa na mesa da entrada e fui me despindo do casaco e botas aos quais eu vestia liguei a TV para o barulho me fazer sentir em casa, fui a cozinha e lavei as mãos para comer algo, tirei minha comida congelada do freezer e pus no microondas peguei um prato e me sentei no sofá onde Megg já estava em seu cochilo habitual, comecei a zapear a TV quando o noticiário local me chama a atenção, era a fachada do hospital onde trabalho com pessoas correndo de um lado para outro e uma repórter tentava falar coisas que eu não ouvia, aumentei o volume apenas para perceber que era uma noticia horrível a qual eu estava prestes a receber...
"Os bombeiros estão tentado controlar o incêndio, o numero de vítimas ainda não foram confirmados, alguns médicos estão desaparecidos; corpos encontrados carbonizados na ala psiquiátrica, maiores informações no plantão da madrugada " trechos do noticiário não me despertaram até que meu celular me desperta do transe que me deparei...
-Alô? sim é a Dra. White, pois não ah sim sim... ok estou em casa, tudo bem...
Era o meu chefe querendo contar os médicos para checar se mais alguém havia ficado no plantão... Eu estava chocada com tudo e nem me dei conta de que havia algo estranho na minha casa, sim aquela bendita encomenda a qual não fiz, mas o mais perturbador era a calma em que eu me encontrava mesmo sabendo que havia mortos no hospital que talvez eu devesse estar lá,mas me peguei pensando na frase da Clarice... O que ela queria dizer com aquilo? Então ainda pensando nisto fui em direção a caixa procurando o remetente descobri que vinha da cidade onde nasci, mas não havia nome ou código de postagem o que achei estranho,mas mesmo assim abri era uma caixinha velha de madeira com um entalhe na tampa com símbolos bem elaborados a caixa não tinha uma abertura simples mas sim uma chavem bem antiga e pesada, peguei-a na mão e abri a caixa e dentro havia fotografias antigas, um diário, e alguns itens no mínimo estranhos um colar (uma especie de patuá) um anel daqueles antigos e imponentes com uma pedra roxa enorme, e um cristal...
O que isso queria dizer? Que brincadeira seria essa? fui para a cozinha abri um vinho, desliguei a tv e fiquei a contemplar aquela caixa no meu colo, foi ai que decidi abrir o tal diário e ler...

Bree



Eu perdi muito tempo olhando para trás, pensando num porquê, num pra quê... Mas nada me deixava chegar em uma conclusão, numa saída, ao menos uma resposta...
Me sentia nua o tempo todo, sem um mote, sem um rumo, e nem ao menos me despertei sobre a existência desse vazio em mim, não foi só a ausência que ele causou em mim, ou o buraco que ficou quando partiu, não não isso é diferente, algo mais específico, mais complexo talvez por isso mais doloroso...
A ultima vez que senti todo esse turbilhão de sentimentos, eu era pequena, eu não entendia, apenas me isolava, achava que se sentir estranha e não pertencente a algo era completamente normal, comecei a escrever diários... Comecei a me entorpecer de mim, me tornei a droga mais viciante pra mim mesma, mas isto não era amor próprio, isto era vazio, era o eco de uma vida inexistente de amor tanto pelos outros do que o meu próprio...
Eu tenho 25 anos, eu estou sozinha, mas minha vida não será mais assim... Hoje eu vou sair para caçar aventuras, hoje vou desvendar mistérios... Vou conhecer alguém, vou mudar meu destino, abandonarei minha identidade antiga, a Breenne White ficou para trás, hoje serei apenas Bree...
Me acompanhe quem quiser, pois a partir de agora minha vida vai fazer história...


Bree

By Hannah Mota (de inicio será apenas um conto vamos ver no que vai dar essa história)

sábado, 15 de junho de 2013

transcendi...



Andei um pouco desolada, sentida, magoada...
Por deveras sentindo-me morta, falida,
Sentindo-me cansada, iludida, chorosa...
Não! Pare esta ão será mais Eu...
Esta pessoa não pertence a mim...
Por meses chorei tua ausência, sua ida...
Ao acaso joguei minhas mãos...
Minha vida, meu destino...
Ao acaso do descaso joguei você,
Que não pertence mais a minha vida...
Enfim e por fim vivi...
Vivo e estou vivendo, amar não mata!
Fortalece, engrandece, ilumina...
Só morre aquele que perdeu a capacidade de amar...
Então em mim morreu você!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

você, meu anjo e meu carrasco...


Eu pressinto a dor que virá de tuas palavras;
Eu consigo sentir a brisa da maldade em seu olhar,
Da falta de amor de teus toques...
Da malicia de teu coração...
Das mentiras que me contas aos beijos que me tomas...
A falsidade das juras de amor que fazes todo tempo...
Mas também prevejo o amor que te tenho,
A afeição que me causaste...
O amor, carinho afeto e o desejo de você...
roubaste-me de mim, destruísse meu amor próprio...
Minha alma pervertesse, engoli meu orgulho,
e expresso de mim palavras vazias,
não te culpo, quando na verdade, eu a tenho...
A culpa de te permitir entrar em mim...
Da forma intensa da qual fizeste...
Te amo e agora nada mudará o amor que te tenho...
A não ser você mesmo...